2 de julho de 2024

só se cresce com o passar dos danos.

     Depois de dois anos sem vir aqui, acho que chegou o momento de atualizar, contar sobre a minha vida, meus pensamentos, minhas ideias e tudo o que passa por essa cabeça um pouco grande do meu ponto de vista estético e as vezes tão pequena do ponto de vista psicólogo. 

    Eu fiz 30 anos e tive um dos melhores anos da minha vida. e eu sabia disso. 

    Eu tenho uma nostalgia que as vezes não cabe em mim e por isso sou facilmente iludido por recortes do passado, por isso, tenho uma falsa percepção que tudo em determinada época foi bom, mas sabemos que para cada coisa boa, há milhares de ruins acontecendo também. Enfim, retomando, eu sim estava tendo um ótimo momento e soube aproveitar da melhor forma possível. 

    Estes dois anos tive um crescimento pessoal muito bom. Realizei muitos sonhos, muitos mesmo e percebi que essa é a minha forma de talvez deixar a vida mais leve. Eu sonho muito e na mesma medida também realizo. E este é o gás que me faz viver.

    Neste fim de semana eu ganhei uma experiência no SPA, e enquanto fazia a massagem comecei a pensar sobre mim. Na primeira vez que eu fui a aquele SPA, logo após fomos almoçar no Pecorino, um restaurante que era o meu sonho conhecer. E eu comecei a pensar sobre isso, eu tinha tanto sonho em conhecer e hoje em dia não é difícil eu ir, recentemente até pedi delivery, foi um sonho que ficou por anos na minha cabeça e que foi realizado. 

    Provavelmente este seja o momento que as pessoas leem e pensem 'nossa, que sonho bosta' ou 'que sonho pequeno' e é justamente sobre isso. Eu, enquanto fazia a massagem, pensei que eu tenho sonhos pequenos e por isso são fáceis de ser realizados. Eu não sou uma pessoa muito impulsiva, se eu quero um produto, uma viagem ou qualquer coisa que seja, eu sou daquelas pessoas que pesquisam sobre tudo, pesquisa preço, custo-benefício, pesquiso promoção e aí quando essas coisas saem do meu orçamento ou da minha régua do custo-benefício, elas podem se tornar um sonho, ainda que pequeno. É obvio que eu tenho sonhos grandes, como passar meses viajando, como ter uma mansão e coisas que talvez realmente sejam dignas de serem chamadas de sonho, mas também sonho pequeno, como ir a um restaurante que eu acho legal, como ter uma camiseta da adidas ou de ter um brinquedo. E a cada medida que esses sonhos se realizam, eu tenho outros e assim um circulo vicioso. 

    É obvio que essa minha personalidade não me impede de gastar mais do que eu deveria, inclusive tem meses que eu simplesmente passo os dias pensando 'preciso achar 10 mil reais na rua essa semana', mas isso é um assunto para outra conversa.

    Nestes últimos dias uma coisa me deixou triste, fiquei pensativo sobre como é difícil quando uma pessoa é tão presente em um determinado momento e em outro você simplesmente não sabe mais nada sobre ela. E isso é muito difícil de eu aceitar. De verdade, é algo que me consome. Eu gosto muito de ser presente. Então é muito do meu hábito mandar mensagem pras pessoas sempre que eu tenho um tempo livre. Também gosto de responder tweet, responder storie, curtir as coisas, enfim, me fazer presente na vida das pessoas e obviamente gosto de sentimentos recíprocos. Não vejo motivo de mandar mensagem todos os dias para uma pessoa e ela 'só me responder'. Aliás, essa é uma coisa que cada vez mais tenho reparado. Se as pessoas com quem eu converso de fato estão conversando comigo ou se elas estão apenas me respondendo. Inclusive, sugiro esse exercício. E foi através dessa percepção que cheguei no pensamento que abriu este parágrafo. Eu sei que durante a nossa vida há centenas e milhares de pessoas que passam por ela, mas algumas deveriam durar mais tempo, mas, também, era o destino que nos uniu por pouco tempo por um proposito que só saberemos lá na frente.

    No ano passado eu tive um problema de saúde, fiquei 6 meses doente. Disso pouca gente sabe. Passei por coisas que eu não desejo nem aos meus inimigos e olha que as vezes me considero bem vingativo. Eu ia em hospitais toda semana, as vezes dois por dia, precisei implorar atendimento ao meu plano de saúde, recorri ao procon duas vezes, fui humilhado por um médico, por outro fui diagnosticado erroneamente, fiquei internado, fiz cirurgia, tive um pós horroroso onde eu chorava o dia inteiro e por muitas vezes pedi para morrer pois não estava suportando. Mas isso passou. E me trouxe um outro pensamento que inclusive cheguei a compartilhar no twitter que foi 'as vezes a gente só percebe que uma coisa melhorou quando ela piora de novo', pois nestes últimos dias eu senti um incomodo, ainda relacionado ao que sofri ano passado e por mais chocante que possa ser, neste dia que eu me senti incomodado, foi o dia que eu percebi que eu estava curado e não sentia mais dores há meses. Muito louco isso. 

    Voltando ao tópico amizade, sempre gosto de ressaltar como sou grato a todos os meus amigos (principalmente os mais próximos) por sempre serem presentes e estarem comigo, fisicamente ou não. Este período eu realmente compartilhei com poucas pessoas, mas as que eu compartilhei foram extremamente atenciosas. Eu recebia visitas, mensagens. Minha amiga Bruna uma vez fez a feira pra mim e chegou na minha casa com uma sacola lotada de frutas. Isso eu nunca vou esquecer. Assim como meus amigos também vinham me visitar no meio da semana, no meio de suas agendas apertadas, porque eu estava me sentindo sozinho, de repouso, 14 dias deitado em uma cama. Também os meus pais que também me deram todo o suporte necessário. E por último, mas não menos importante, o meu amor. Eu não sei o que teria sido se ele não estivesse aqui. Eu sempre soube que ele era o homem da minha vida. Este facilmente poderia ser um período em que eu quisesse apagar da minha vida, mas talvez ele tenha sido ressignificado e essas lembranças positivas hoje em dia contem mais que as negativas (e olha que foram muitas). 

    Enfim, são 32 anos de eu sendo eu. Em constante evolução. A cada dia aprendendo mais. Me amando horrores e todo dia enaltecendo o quanto eu sou foda. E não tenho modéstia em me achar uma pessoa incrível. Inclusive eu acho que quem não é meu amigo perde muito. Me acho inteligente, me acho carinhoso, me acho verdadeiro e fiel. Mas, por outro lado, só eu sei como eu sou quando eu estou depressivo. Eu tenho muito o hábito de guardar as coisas pra mim, então raramente me exponho quando me sinto assim, mas tem dias que só deus sabe como ta a cabeça do palhaço. E está tudo bem. Aprendi que dias são dias e que tudo fica bem, uma hora ou outra. E isso foi um exercício bem difícil de aprender. 

    Este texto foi feito no meio do meu expediente e completamente espontâneo. Eu não me programei para fazê-lo. Então, é possível que alguma coisa ou outra não faça sentido (mas na minha cabeça fazia) e também pode ser que eu tenha aberto vários pontos sem ter encerrado, mas enfim, este texto está sendo publicado da forma que foi digitado, não farei revisão para não perder a espontaneidade. 

Boa tarde. =)

19 de julho de 2022

Tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem.

 

Pois é, depois de mais de 10 anos cantando essa música, finalmente virei um legítimo ‘Aquele dos 30’ e eu posso dizer que minha vida virou de cabeça pra baixo desde o início do ano, em todos os sentidos possíveis e imagináveis.

Nos dias que antecederam meu aniversário, eu fiquei muito assustado e receoso com o que poderia vir. Infelizmente no ‘meio gay’ se você faz 30 anos, é o mesmo que fazer 60 e confesso que embora não concorde, já tinha essa ideia um pouco enraizada e me despertava muitos gatilhos, achando que eu não teria mais amigos, não seria mais bem-vindo nos lugares, que estaria velho demais para fazer coisa x ou y e por muito tempo isso me incomodou, até que um belo dia resolvi me expressar em um IGTV de quase 15 minutos. A resposta foi muito positiva, recebi o apoio que precisava, li coisas que me fizeram bem e dali em diante tudo mudou. Transformei tudo que me incomodava em força de vontade pra que fosse um ano épico, digno de 30 anos de vida e assim estou vivendo.

Festivais, baladas, rolês, realizações de sonhos, problemas pessoais, tudo tem acontecido depois dos 30. Sinceramente? As vezes me sinto como um adolescente de 15 anos que está descobrindo a vida. Eu sempre fui (ou tentei ser) o mais certinho, então sempre fiz tudo direitinho, hoje em dia eu vivo um pouco sem filtro e sem freio e tem me feito muito bem na maioria das vezes. Claro que não é como se eu tivesse me jogando do penhasco sem limites, mas tenho tentado deixar o Adriano mais chato e ranzinza dentro de mim e externalizado o Adriano mais legal.

Tem dias que eu simplesmente não sei explicar o que se passa dentro de mim, confuso dos pés à cabeça. É difícil pra minha cabeça associar uma vida inteira de um jeito e num piscar de olhos ela mudar totalmente. Ano passado saí da casa dos meus pais e vim morar com o amor da minha vida. É uma realidade totalmente diferente. Pagar conta é um saco, mas, pior que isso, o serviço de casa é um saco. A obrigatoriedade de fazer janta todos os dias me mata. Por mais que eu goste de cozinhar, as 18h minha vontade é deitar na cama e só levantar no dia seguinte e não ir pra boca do fogão pensar no que fazer pra então começar. Mas também não é de todo ruim, eu sempre gostei muito de cozinhar, as vezes eu invento umas receitas e tudo sai maravilhoso, o lado ruim é apenas lidar com o fato que a comida não vai aparecer no meu prato se eu não fizer. Por outro lado, claro, é maravilhoso poder ter uma casinha do jeito que eu e meu amor planejamos. Poder enfiar funko, pôster e qualquer coisa que seja em qualquer lugar. Fiz uma sala planejando no melhor conforto possível, com tv 4k, soundbar, sofá reclinável e tudo pra todo mundo ter a melhor experiência, é essa a ideia da DiHero House que está sempre em atualização. A nossa casa nunca está e nem nunca estará pronta. Eu amo receber meus amigos, se pudesse teria um por dia aqui. Quando eles vão embora eu sinto um aperto no peito, uma carência, inclusive talvez isso seja um gancho para o próximo assunto.

Ao mesmo tempo que me sinto muito mais próximo das pessoas, me sinto mais carente e como se eu precisasse de mais atenção do que já precisei. É muito doido isso. Há uns 14 anos minha amiga Jaqueline em uma conversa lançou que ‘O Adriano é uma pessoa que precisa ser conquistada todos os dias’ e isso me marcou muito. Eu concordo de todas as formas. E ultimamente eu sinto como se isso tivesse maior. Talvez pelo medo/insegurança dos 30 anos que já mencionei. É como se eu precisasse ouvir todos os dias um ‘oi, não te esqueci, viu?’ pra não achar que ta todo mundo me odiando ou que eu fiz alguma coisa de errado. Por outro lado, tenho consciência que todo mundo trabalha, estuda, tem responsabilidades e ninguém tem a obrigação de ficar me ‘bajulando’ todos os dias. É uma briga interna diária. Parte de mim entende tudo que eu penso e tenta resolver e outra parte parece que me sabota e coloca pilha nos pensamentos errados. Me sinto naqueles desenhos animados como se tivesse um anjinho e um diabinho, um em cada lado da minha orelha, me dizendo o que devo ou não fazer e brigando entre si.

Mas nem tudo é como se fosse um desastre. Como falei: esse ano tem sido INTENSO. Realizei algumas coisas pessoais, como emagrecer alguns kgs que me ajudaram na minha autoestima, realizei alguns sonhos como conhecer a Xuxa, eu e o Hero abrimos o relacionamento e eu finalmente pude sentir o prazer que é desejar alguém e poder ficar com essa pessoa (no caso: várias); Sempre fui muito bem resolvido desde a pré-adolescência, mas autoestima, coragem e afins nunca foram o meu forte. Hoje em dia sou bem desbocadinho e meio foda-se, eu falo muito do que vem em mente - me considero autêntico, inclusive – e tenho a autoestima necessária pra chegar em quem eu tiver que chegar e felizmente sou bem recebido em praticamente todos os casos. Mas... até isso que é tão bom as vezes mexe um pouco com nossa cabeça, nosso ego e nossas vontades. É uma montanha-russa de sentimentos. Falando em montanha-russa, tenho um novo lugar preferido no mundo: o Hopi Hari tem sido um ponto de escape muito bom pra mim, desde 2019 no meu retorno eu me sinto cada vez mais abraçado e mais em paz com aquele lugar. É tão engraçado pois cada vez mais parece mesmo que to vivendo um remake da adolescência, pois eu me sentia assim com o Playcenter também. Inclusive, se hoje em dia, grande parte dos meus amigos foram em decorrência do Playcenter, hoje também posso dizer que já tenho amizades verdadeiras vindas do Hopi Hari e isso me faz uma das pessoas mais felizes nesse quesito. Meus amigos (em geral) são maravilhosos e topam qualquer coisa que eu sugerir. Desde ir em uma balada em Campinas porque eu quero muito ficar com alguém até fechar uma sessão de cinema pra assistir um filme do meu personagem preferido de todos os tempos. As vezes sinto que eu deveria ser mais reciproco, mas eu juro que dentro de mim só tem amor purinho e que nunca deixarei faltar nada. Mesmo.

 A idade muda mas certas coisas não mudam: ainda não tenho planos pro futuro. Meu futuro vai no máximo até mês que vem, de acordo com meu planejamento. Para os próximos anos tenho algumas viagens que quero muito fazer com meu amor e meus amigos, mas, fora isso, talvez esse seja um dos meus maiores defeitos. Mas eu prometo que tentarei melhorar! Embora eu seja extremamente organizado pra algumas coisas, pra outras sou muito bagunçado e irresponsável e mais uma vez crio uma batalha interna entre o bem o mal. Confesso que geralmente o mal ganha pela minha preguiça e pela falta de força de vontade. 

Enfim, é isso. Depois de 3 anos sem escrever aqui, talvez eu tenha conseguido limpar um pouco do pó e tirar umas teias de aranha. Quem sabe eu não volte em breve falando sobre algum assunto engasgado ou um pensamento de última hora?

Obrigado por nunca desistirem de mim. Mesmo.

=)

20 de setembro de 2019

Uma história de amor, de aventura e de magia.

Pois é, um dos dias que mais esperei em toda a minha vida aconteceu: finalmente fui em um show de Sandy e Junior. Eu acredito que todas as pessoas que lerão este texto saibam que sou fã deles, mas a maioria das pessoas não sabem o quanto, e é isso que vou contar neste post, vem que a nossa história tá começando.

Sandy e Junior foram meus primeiros ídolos, o primeiro LP que ganhei foi o ''Pra Dançar Com Você'' e, depois desse, eu tive exatamente TODOS os cds e dvds de Sandy e Junior, sem pular nenhum, incluindo edições especias e exclusivas. O mais especial pra mim foi o ''Você é D+'', que eu ganhei em fita k7 e ouvia muito no carro, em todos os passeios, é o mais nostalgico pra mim na parte infantil. Nas minhas festas só dava Sandy e Junior, eu tinha caderno, perfume do Junior da Avon, agenda, adesivos do Yakult, postêrs, quadros, revistas, tudo que tinha a cara desses dois a minha mãe me dava. Tomei muito Yakult, Biotonico e tudo que eles faziam propaganda. Quando a filha da minha madrinha, Bianca, vinha aqui pra casa, nós brincávamos de Sandy e Junior, eu fazia um palco com meus pôsters e a gente sempre cantava e dançava as músicas. Em São João da Boa Vista não era diferente, tinha o hábito de passar as férias com a Babi e era de lei brincar de gravar clipes (fictícios, naquela época não tínhamos filmadora). Chuva com mangueira, folhas, flores, tudo pra simular As Quatro Estações, o clipe que a gente mais gostava de recriar.



Falando em As Quatro Estações, meus pais tentaram me levar no show do Olympia, mas, com o fenômeno, obviamente não conseguimos ingressos, trauma da minha vida até hoje, só não maior de não ter consigo na última turnê, Acústico MTV, que tentamos comprar por inúmeras vezes, também sem sucesso. Nem preciso dizer que cresci traumatizado por não ter conseguido viver nenhum show da dupla durante a minha vida, para se redimir, fui com a minha mãe em todas as turnês solo da Sandy aqui em São Paulo (que inclusive, o Junior chegou a subir no palco algumas vezes e por ironia do destino, nunca nos shows que eu estava).



Como a dupla foi criada um pouco antes de mim (1991-1992), a minha vida inteira acompanhei o crescimento dos dois que também foi o meu. A parte infantil, a transição, a parte pop e o fim. Em 2007, o orkut estava no auge, eu como sempre, muito ativo nas redes, me lembro até hoje de entrar na comunidade e me deparar com o anuncio do fim da dupla. 17 de Abril de 2007, data que nunca esqueci. Fiquei em choque, embora eu já esperasse algo do tipo. O último album de estúdio da dupla, de 2006, a última faixa se chama ''último'' e é apenas uma trilha incidental sem letra, a pulga já estava atrás da orelha há quase um ano, e, logo depois foi confirmada. Fiz uma arte pra postar no meu orkut como homenagem e acompanhei o lançamento da dupla. Comprei o CD Acústico em Agosto de 2007, no primeiro dia que saiu e o DVD no mês seguinte, após a exibição na tv, obviamente na Mtv. Lembro de chorar muito enquanto assistia, principalmente na música Inesquecível, uma das melhores versões do Acústico. O último show, em dezembro de 2007 aconteceu e como já disse, infelizmente eu não estava lá. Como a internet naquela época caminhava a passos lentos para multimídia, tive acesso a poucos vídeos e fotos do show no dia seguinte, mas me recordo de chorar muito vendo um vídeo em que o Junior chora cantando a música Super-Heroi e do momento que eles cantam Dias e Noites. Como sabemos, o show foi gravado e a Sandy disse que não pretendia lançar o material, as imagens ficariam apenas em posse deles, para nossa tristeza. Mas, como Alice que sou, sempre imaginei que 10 anos depois, 2017, pudessemos ter acesso a essas imagens em celebração aos 10 anos do término, que nada, mas, eu não sabia que algo muito maior me aguardava.



Em 2010, quando fiz 18 anos, a Sandy lançou o cd Manuscrito e ele até hoje é o melhor cd da minha vida. Continuei acompanhando Sandy e Junior, agora, individuais. Confesso que mais a Sandy, por me identificar muito mais com o trabalho dela, mas, nunca deixei de ouvir, assistir e comentar sobre o quanto queria um retorno da dupla, apenas para um show comemorativo. Diferente de muitos fãs, não torço para que eles continuem, estou muito satisfeito com o trabalho de ambos individualmente e acho que essa imensa turnê já é mais que necessária. Não descarto uma parte 2 daqui uns 10 anos, mas, por enquanto já me dou por satisfeito. Achei que já tinha me realizado o bastante em ir nos shows da Sandy, mas aquela vontade de ter vivido aquilo sempre me acompanhou.

Participo de um fã clube oficial da Sandy, por isso estou em grupos no Facebook e no Whatsapp e vira e mexe surge um novo boato de fulano que ficou sabendo que ciclano contou pra beltrano e afins, eu sempre fui muito pé no chão e nunca acreditei. Na minha mente, Sandy e Junior um dia se reuniriam sim, um dia, talvez, quem sabe, para apenas um show comemorativo e que seria uma coisa muito intimista. Até que, em dezembro de 2018 mais um boato desses surgiu, obviamente não acreditei e segui o baile. Em janeiro os boatos estavam muito fortes, evidências em cima de evidências, confesso que comecei a achar estranho e a ficar um pouco ansioso, os boatos tomaram proporções absurdas, a imprensa já noticiava como certo a turnê comemorativa, mesmo ainda sem a confirmação deles. MAAAASSS, dia 31 de Janeiro, último dia do mês, Sandy e Junior, em seus respectivos usuários no instagram, postaram um storie com a legenda: ''vamos conversar em março?''. Nem preciso declarar aqui o quanto surtei e como fevereiro demorou anos para passar. Pra preencher o tempo eu já fazia planos, imaginava a sofrência que seria na compra dos ingressos, pensava na setlist, roupas e tudo mais que poderia ser imaginado sem nem ter a certeza exatamente do que seria.

Março chegou, o anuncio veio, poucas vezes surtei tanto nessa internet como no dia da coletiva sobre a turnê. A Nossa História foi anunciada. 24 de Agosto no Allianz Park. Eu ainda teria que esperar mais de 5 meses pra realizar meu sonho. A venda de ingressos, desde a pré-venda foi um caos. Nos meus sonhos, quando Sandy e Junior retornassem, o show haveria muita procura, sem dúvidas, mas um Allianz Park estava além dos meus planos, quando a pré-venda de 10 shows esgotou em MINUTOS eu pensei: ok, temos um problema. Eu já estou acostumado com a alta procura os ingressos para os shows solos da Sandy, mas o que passei para comprar os ingressos desse show acho que nunca passei por artista nenhum. Eu entrei umas 10 vezes na fila de espera, em 3 notebooks, 3 celulares, cada notebook com várias abas, tudo pra dar certo, tinha que dar, e deu, pelo menos pra mim, mas, pra grande parte das mais de 400 mil pessoas na fila não deu certo. Um show extra pro dia seguinte foi anunciado, que obviamente também esgotou em minutos, e, depois, outros dois shows para Outubro foram anunciados. Não entrava na minha mente que essa turnê bateria o recorde do Allianz Park (na verdade, o artista que mais tocou no Allianz foi o Paul McCartney com 5 shows, mas em diferentes anos), Sandy e Junior estão fazendo 4 shows ''seguidos'' no Allianz, SURREAL.

Nesses 5 meses que  aguardei perdi a conta de quantas vezes me emocionei sozinho em casa, ouvindo algumas musicas, vendo dvds e afins, a ficha não tinha caido que meu sonho iria se realizar. Além da experiência do show, duas exposições foram criadas para rodar o Brasil com as principais coisas envolvendo a carreira deles. Eu me privei de ver qualquer coisa sobre o show ou sobre a exposição. Eu queria que fosse TUDO surpresa por dois motivos: 1 - eu tava com medo de me decepcionar com o setlist e não ir no show tão entusiasmado se musica x, y ou z não estivesse no show, e, 2 - eu tenho crise de ansiedade, então, se eu soubesse o setlist, eu sei que ia ficar durante o show todo: ai falta 10 musicas pra acabar, falta 9, falta 8... eu não queria passar por isso, eu queria que tudo me impactasse, gostaria de receber tudo de surpresa e assim aconteceu. Silenciei fcs, silenciei os próprios, amigos que foram nos shows da turnê antes de mim não conferi stories, fui totalmente cru e a experiência foi a melhor possível (Inclusive, estou fazendo isso novamente para poder ir no show de outubro).



Agosto chegou, o dia 24 não, os dias passavam e eu não sabia falar sobre outra coisa. Para conter a ansiedade, visitei a Sandy e Junior Experience na mesma semana do show, ganhei o box com todos os cds do meu amor e os dias seguiram na expectativa pro show. O tão esperado dia chegou. Saí de casa com o Cassih rumo a um dos dias mais emocionantes da minha vida. Chegando no Allianz Park, só ao descer do ônibus já me emocionei e comecei a chorar, que coisa mais surreal estar ali. Engraçado que o clima de show contagia a gente, milhares de pessoas de camiseta, faixinha, filas, tudo se torna bonito de ver. Encontrei Alisson, Fagner, Bruna e entramos na fila. As 16h os portões abriram, pegamos ótimos lugares e agora era só esperar mais 4 horas até o inicio do show. Eu tava tão empolgado que confesso que por um milagre as horas passaram rápido. O show começou. Eu juro que eu não consigo lembrar com exatidão de muita coisa. Eu só sei que eu chorei muito, assim como imaginava nos meus sonhos já de anos e acho que só eu sei o quanto eu me senti feliz e realizado. O setlist? Perfeito! Não senti falta de nada. As 3 músicas que eu mais amo estavam no show, uma delas se chama Libertar e eu jurava que não estaria, nem single foi, que momento lindo, meu Deus. As duas horas passaram voando e voltei pra casa em êxtase, o sonho foi realizado e de uma forma muito maior e melhor do que imaginei. Não gravei nada, só tirei uma única foto, me entreguei 100% aos dois e ao momento.



Nos dias que seguiram, é obvio que o assunto foi só esse, e, com o show de outubro com certeza novas histórias serão criadas. Literalmente, o que eu senti não dá pra explicar ou cantar numa canção. Obrigado Sandy e Junior por terem sido meus primeiros ídolos, por serem especiais pra mim até hoje e por me darem um dos melhores dias da minha vida. Eu amo vocês.












Mas um sentimento quando é pra valer, cedo ou tarde faz o que era sonho acontecer. - Nada é por acaso. 










Foto: @vnncarvalho 

16 de julho de 2019

E a areia nos meus olhos é a mesma que acolheu minhas pegadas.

É, eu voltei. depois de um ano. e eu estou muito feliz por isso. Acho que a maioria das pessoas que lerão isso aqui já me conhecem e provavelmente já sabem muitas coisas, mas hoje trarei um lado mais sentimental e até então pouco comentado por mim. 




O Hopi Hari já foi o meu parque preferido. Sim, talvez muitas pessoas não saibam disso, mas, por uma parte da minha pré-adolescência e adolescência, eu era viciado em Hopi Hari, em meio ao boom da inauguração, de inúmeras reportagens na Eliana, de comerciais e afins, eu era um fã muito assíduo. Um dos primeiros sites do parque, lá no comecinho da internet (que eu ainda não possuía mas acessava da casa da minha tia) eu tenho muito fixo na minha mente, como se fosse de ontem, de tanto que acessei. Os anos passaram, e, o meu amor por um parque aqui da capital, que fica há alguns minutos da minha casa aumentou. Aumentou muito. Explodiu. Eu fiquei anos sem visitar o Hopi Hari e ao mesmo tempo me habituei a visitar o Playcenter praticamente semanalmente (já fui 4 vezes em uma mesma semana). Ao mesmo tempo, o Hopi Hari sempre foi uma montanha-russa na questão administrativa, e esse assunto me enjoava e também me afastava cada vez do parque. Em 2010 resolvi voltar ao parque, após anos sem visita-lo e me alegrei com algumas coisas que vi. No ano seguinte fiz meu primeiro anuali e passei a frequentar o parque com mais frequência (por frequência lê-se: poucas vezes ao ano comparado ao número de visitas ao parque da capital). 


algumas visitas icônicas durante a infância e adolescência

Em 2012 o Playcenter fechou, a pergunta que muitos me fizeram: agora o Hopi Hari é seu parque preferido? A resposta obviamente vinha de um cheio de certeza: NÃO. Até hoje o Hopi Hari não tomou e nunca irá tomar o que o Playcenter significou pra mim, mas, nos anos seguintes as coisas mudaram de figura. Em 2016 tirei minha carteira de motorista, e, na sede de dirigir, acabava caindo no Hopi Hari por ser gostoso de dirigir até lá. Relembrando o já saturado meme 'ai gabi, só quem viveu sabe', em 2016 o Hopi Hari estava quase no auge da decadência - só não pior que no primeiro semestre do ano seguinte, mas, mesmo assim era gostoso visitar o parque, pelas companhias, por ser o único parque de diversões em São Paulo e pela polêmica Hora do Horror. 
Nos primeiros meses de 2017 me abstive de visitar o Hopi Hari pois a situação estava deplorável. As atrações abertas cabiam nos dedos de uma mão, o parque absurdamente vazio, um clima de enterro que era impossível não ser sentido. Em 23 de Abril de 2017 estava eu, o Gustavo e mais umas 30 pessoas no parque, não aguentamos ficar e fomos embora. Dias depois, como já era previsto, o Hopi Hari fechou as portas, muitos acreditavam que pra sempre - eu também, até que um novo presidente apareceu e prometeu restabelecer o parque em aparentemente três meses. A internet ao mesmo tempo que apoiava, mais uma vez se via refém do pensamento 'será que agora finalmente vai?'. Durante esses três meses, acompanhamos diariamente fotos, vídeos, lives e textos do presidente mostrando reformas, comentando dificuldades e comemorando as tão difíceis vitórias de reerguer um parque praticamente sucateado.


mais algumas visitas especiais

05 de Agosto de 2017, o renascimento. A reabertura do país mais divertido do mundo. Um dia icônico, com todos os amigos de anos, personagens, fita de inauguração, parque renovado, atrações funcionando e um belíssimo show de fogos no final - é, belíssimo até um incêndio começar e um pequeno (mas controlado) tumulto nos assustar. O dia icônico tinha sido esquecido em meio ao choque. De onde estávamos não havia a dimensão do tamanho do incêndio e o que estava sendo queimado, só víamos as labaredas e muita fumaça. Retornamos para casa em silêncio no carro e tentando abafar os comentários na internet, que obviamente não deram certo e rapidamente se espalharam nos sites de notícia: 'Hopi Hari tem incêndio em sua reabertura'. Visitei o parque novamente no dia seguinte, 06 de Agosto, dessa vez com uma nova e tranquila queima de fogos como deveria ter sido no dia anterior. Naquele momento não teve como não se emocionar e torcer por um bom futuro pro parque. Continuei indo semanalmente ao parque, ir ao Hopi Hari se tornou prazeroso pois toda semana havia uma 'novidade'. Seja ela o retorno de uma atração, de um show, uma pintura, uma reforma. Foi muito bom acompanhar de muito perto os primeiros meses de retorno do país mais divertido do mundo, até que...


inúmeras visitas durante a nova gestão


Abril de 2018. Estreia do Hopi Night. Mais uma vez, estava entre muitos amigos no parque e prestigiando o início de mais um dos eventos. O dia era esperado por mim. Havia acabado de trocar de carro e pela primeira vez iria dirigi-lo, e, também, iria pedir meu pretendente em namoro. Tudo arquitetado minunciosamente na minha cabeça e até combinado com alguns amigos. Andar em muitas pessoas pelo parque é complicado, então, por falta de tempo o pedido não aconteceu (felizmente), mas um episódio que mudou meu ano de 2018 estava prestes a acontecer. Aproximadamente 19h40, em Kaminda Mundi, todos aguardavam o encerramento do Hopi Night, até que eu e meus amigos vimos o presidente do parque e resolvemos pedir uma foto com ele (ele estava com uma maquiagem neon, muito semelhante a da Mc Loma no clipe de Envolvimento e por isso resolvemos fotografar). Abordamos o presidente e fomos surpreendidos pela resposta: 'Eu vi o que você comentou na internet'. Me assustei. Naquela altura do campeonato eu era fã do parque, e, consequentemente existia um carinho e respeito pelo então presidente que fazia tudo aquilo acontecer, eu não havia falado mal do mesmo na internet, muito pelo contrário, já cheguei a defende-lo e até fui agradecido por isso. Achei que se tratava de uma brincadeira e relevei, minutos depois, o mesmo aparece rodeado de seguranças, aos berros, me expulsando do parque no meio do evento e das milhares de pessoas que estavam ali, assim como eu, esperando o encerramento do Hopi Night. Eu só sabia tremer. Eu não entendi o que estava acontecendo, tentei argumentar com os seguranças, que ríspidos quase não deixaram eu pegar minha mochila no Guarda-Volumes. Saí do parque com meus amigos, tremendo, em choque, sem entender o que aconteceu e todos em volta tinham a mesma reação. Dirigi 70km até minha casa, ainda tremendo e sem conseguir prestar atenção na rodovia, eu não sou dos mais fiéis, mas eu juro que naquele dia parecia ter alguém dirigindo por mim, pois eu não estava em condições psicológicas para enfrentar uma das maiores rodovias do país. No dia seguinte, domingo, entrei em contato com o presidente, tentando entender o que aconteceu, pois sem dúvidas se tratava de um enorme mal entendido, o mesmo não respondeu. Sendo assim, na segunda iniciei uma batalha judicial contra o mesmo e contra ao parque. Eu me sentia traído, me sentia injustiçado. Eu não tive a oportunidade de me explicar, fui expulso como um marginal do lugar que mais frequentei nos últimos meses e anos. Eu precisava de uma resposta. 
7 de abril de 2018, o dia que tudo aconteceu. 

No mesmo ano, em Junho, resolvi voltar ao parque com meus amigos e meu namorado e a a situação foi a pior do mundo. Eu precisei tomar 3 calmantes para entrar no parque, e, mesmo assim, dentro dele não tive paz. Tremi, suei, uma sensação horrível de estar fazendo algo errado, mesmo não estando fazendo. Não curti o dia e voltei pra casa ainda mais na sede de resolver isso. Duas audiências aconteceram e não houve acordo entre as partes, questionei sobre a possibilidade de um retorno ao parque e a advogada do parque disse que não poderia fazer nada por mim. Ainda assim, em agosto, estreia da Hora do Horror, resolvi voltar ao parque, pois era um dia especial onde estaria muita gente que gosto, além da estréia do principal evento do ano, mas, até então, eu não sabia que o Horror aconteceria as 4 da tarde. Logo na entrada ao parque, dei de cara com o presidente, que em minutos escalou todo o batalhão para me expulsar mais uma vez. Fui direcionado ao SAV, onde fui formalmente expulso pela advogada do parque por telefone (até hoje possuo a gravação dessa ligação) e pelos funcionários do marketing. Eu não acreditava que eu tava vivendo aquilo de novo, mais uma vez um batalhão de seguranças me levando escoltado até o carro como se eu tivesse cometido um crime dentro do país mais divertido do mundo - divertido pra quem? Tentei registrar um B.O na delegacia de Vinhedo mas infelizmente não obtive sucesso, a mesma só estava trabalhando com 'emergências'. Vim pra casa e a partir daí o pesadelo só começou. Tive crises de ansiedade, inúmeros pesadelos com o presidente e suas expulsões, tomei calmantes várias vezes, naquela época eu realmente não cheguei ao fundo do poço devido ao meu amor e aos meus amigos que tanto me acalmavam e me diriam para aguardar o melhor. E esse melhor aconteceu. Ganhei a batalha judicial contra o parque e o presidente em todas as instâncias. Obviamente, eu não merecia ser expulso do local, pois acima de tudo sou cliente e também não foram apresentadas provas contra mim. O tal comentário que eu havia feito na internet e que  tanto me acusaram até hoje não apareceu. Ainda aguardo o cumprimento da sentença, onde o parque já tentou recorrer e perdeu mais uma vez. O processo pode ser localizado facilmente na internet para quem tem interesse. Nesses meses que fiquei afastado tive um mix de emoções, pedi a falência e o fechamento do parque, as vezes chorava de saudade, morria de raiva e outras coisas que só passaram na minha cabeça. Por muitas vezes cheguei a comentar que mesmo que eu voltasse ao parque, não seria mais a mesma coisa. 


a segunda expulsão, em agosto. a de abril ninguém registrou devido ao choque.

Junho de 2019, acordo com a notícia que a presidência do parque havia sido trocada, sendo assim, eu estaria livre para visitar o mesmo novamente. Neste mesmo período, recebi um pedido de desculpas do ''causador'' de tudo isso. Minha vontade de voltar ao parque só aumentou, já que agora, eu estava sem problemas dos dois lados. E assim foi feito. Neste último sábado visitei o Hopi Hari após 11 meses da minha última ''visita'' e depois de quase 1 ano e meio da última visita decente. Eu estava muito ansioso. Estava eufórico por dentro. Por muitas vezes me senti o mesmo pré-adolescente que ia uma vez por ano (ou nem isso) nos anos 2000 e estava morrendo de saudades. Tive dificuldades para dormir na noite que antecipou o dia, acordei por muitas vezes para contar quantas horas eu ainda ia esperar para ir ao parque. Até que chegou o momento. Entrei mais uma vez no Hopi Hari e eu estava literalmente explodindo de felicidade. Eu nunca imaginei que seria tão bom estar lá novamente. Tive um dia incrível e mágico com todos que me acompanharam nessa data tão importante pra mim que agora eu só posso agradecer a todos por estarem lá. A sensação era tão boa e emocionante que parecia a primeira vez. Só eu sei o quão feliz eu estava. 


o merecido comeback depois de um ano


O futuro ainda é incerto. Estou sem meu passaporte anual (que foi cancelado em minha última expulsão) e sem disposição a gastar dinheiro no local que até hoje aguardo receber indenização pelos danos morais causados naquele fatídico dia. Mas, não posso deixar de dizer que já não vejo a hora de voltar e de poder curtir mais dias incríveis naquele local, como sempre foram. 

Danki (Obrigado) e Tchauí! 


27 de dezembro de 2018

Hoje eu pude ver de perto que um coração aberto torna tudo mais fácil de acontecer.

Tentei por várias vezes começar um post pra finalizar o ano mas a ideia não vinha, realmente é muito difícil fazer isso aqui, mas vou tentar fazer que seja do melhor jeito. :)

O ano começou em casa, bem diferente das últimas 5 viradas, mas isso não significa que foi ruim, foi apenas diferente. Logo em janeiro tive a oportunidade de entrar em um projeto que poderia mudar a minha vida, resisti muito em aceitar, sou medroso e por longos meses me perguntei se isso era o certo mesmo, quando de fato resolvi aceitar e encarar, a coisa não deu certo e eu fiquei muito bad, foram dias difíceis. Eu sei lidar com o fracasso mas acho que eu nunca havia chego tão ao fundo do poço, superei alguns dias depois com a ajuda de amigos e do meu amor, mas sem dúvida foi o período que mais chorei no ano, e olha que chorei algumas vezes. Foi o meu ano mais chorão e emotivo.

Em fevereiro, no meio do mês, uma pessoa me apareceu, como quem não quer nada (na verdade como quem queria tudo) e fez o meu ano diferente. Meu primeiro namoro oficial, finalmente aprendi algumas coisas que ainda não entendia. E nesse quase 1 ano eu percebo que cresço cada dia mais. É tudo melhor do que imaginei. Eu sempre estive acompanhado dos melhores amigos mas eu ainda me sentia sozinho, hoje sou completo e tenho muito a agradecê-lo. No começo, eu, sempre inseguro, sempre me perguntava 'será que chega a 2 meses?' 'será que chega a 6 meses?' 'será que chega até o natal?' e hoje em dia eu só penso que seja eterno. Muito obrigado por tudo. :)

Em Abril tive um ocorrido que desestruturou a rotina dos meses seguintes. Sim, fui expulso injustamente do local que mais frequentei nos últimos 2 anos. Um erro de interpretação de uma pessoa causou todo um dano. Bom relacionado como sou, pela primeira vez processei alguém e obviamente ganhei. Pela primeira vez tomei calmantes, as vezes dois, três de uma vez pra segurar a barra mas no fim deu tudo certo. Hoje já posso retornar ao local, mas o trauma ainda permanece. Quem sabe em breve.

Neste ano pude perceber que pessoas mudam, amadurecem, e tem gente que continua sendo imatura e invejosa. Foi dificil lidar com muitas situações, mas, parece clichê, mas é muito real: no fim o bem sempre vence. Também percebi que tenho muitos amigos de verdade, até mais do que imaginei. Isso me dá um prazer e um conforto maravilhoso. Fico triste por quem não pode commpartilhar deste mesmo sentimentos, ainda vejo muitas pessoas sozinhas no mundo e imagino muito como se sintam. Que 2019 traga novos amigos pra todo mundo.

Embora muito desencontro, mágoa e dor, em 2018 realizei um sonho que tenho desde 2010. Todos sabem como sou fã da Sandy desde criança, e, principalmente agora adulto. Desde 2010 a Sandy trabalha com músicas intimistas e que sempre conversaram muito comigo, mesmo que eu fosse solteiro até então. Músicas apaixonadas que sempre conversaram muito comigo e hoje em dia são a trilha sonora de meu relacionamento. Completei o ciclo que faltava neste mês, dia 09, quando finalmente pude desfrutar de um show namorando. Não preciso nem dizer o quanto chorei e o quanto eu choro as vezes em meu quarto ouvindo certas músicas. Eu sei que falando por texto pode parecer meio bobo mas realmente foi uma emoção bem grande por realizar algo que sempre sonhei. Esse dia ficará marcado pra sempre pra mim. <3

2018 foi o ano do 'ah, pronto'. Todo dia uma coisa ruim diferente, todo dia um acontecimento pra desestabilizar o emocional até dos mais fortes. Eu não tenho dúvidas que este ano foi um dos piores da década, ao menos pra mim. Eu sei que somos nós que fazemos o ano e estou com força total para fazer de 2019 um ótimo ano, espero em dezembro poder vir aqui compartilhar as vitórias. =)

Um Ótimo Ano Novo pra todo mundo que leu, até ano que vem. =)

25 de junho de 2018

Party in France? You better Work, Bitch.



Duas semanas. Hoje é Domingo, está de noite, e por um bom tempo vou ter essa nostalgia dominical. Há duas semanas, neste mesmo horário eu embarcava pra primeira viagem internacional da minha vida, e espero que esse post estilo Diário de Viagem seja o primeiro de muitos que pretendo postar. 

Tudo começou há sete meses, ou melhor, vamos começar do começo. Tudo começou há mais de um ano, quando o Alisson me chamou para ir a Londres visitar sua Irmã, e, logicamente a cidade, parques e afins. Fiquei muito tentado a ir, na verdade quase compramos a passagem, se eu tivesse limite no cartão eu teria comprado na hora. Tentei conversar com minha família, mas infelizmente não me levaram a sério, além disso, uma vontade louca de ir para Las Vegas ao show de Britney Spears não saia da minha mente. Decidi arriscar. Tirei meu passaporte, tentei o visto, mas infelizmente fui negado, aliás, ano passado houve um aumento de mais 200% na negação dos vistos para brasileiros e infelizmente virei uma estatística (ah, que saudade dos meus 700 reais). A viagem para Londres ocorreu sem mim e foi maravilhosa, ouvi muito conselho que precisava viajar, conhecer novos lugares, outros parques. Ouvia tudo com um sentimento do tipo “isso nunca vai me acontecer”. É, vocês sabem que eu sou uma pessoa um pouco pessimista, e depois da enorme decepção com o visto, eu tinha perdido totalmente a vontade de viajar para qualquer lugar que fosse. No fim do ano passado fui convidado por eles para outra viagem, desta vez outro destino, como sempre fiquei muito empolgado novamente, mas problemas financeiros e a ideia de sair do emprego fizeram a empolgação durar pouco, mais uma vez não era a hora de sair do Brasil.

Pois bem, agora sim, em Janeiro deste ano, ou, há sete meses, como preferirem, mais uma vez fui convidado para viajar, agora uma viagem mais curta, apenas quatro dias, na cidade das luzes, Paris. Quem já teve a oportunidade de viajar, sabe que às vezes não importa o numero de dias, e sim o valor das passagens. Aliás, fazendo um comparativo, a passagem foi o dobro do valor gasto com hotel, seguro, alimentação, passaportes e afins. Decidi mais uma vez conversar com meus pais. Esperei o momento certo, um jantar no Outback, abri a ideia na mesa e perguntei o que achavam. Foi uma reação legal, mas ao mesmo tempo apreensiva. Acho que sou o primeiro da minha família inteira a viajar pra fora, então há um certo receio, de não saber como é, o que vai acontecer, mas recebi o aval e o apoio dos meus pais. Alguns dias mais tarde, em uma ligação via FaceTime juntamente com o Alisson, pedi ao meu pai uma colaboração no valor da passagem, e recebi um ok. Na mesma hora o Alisson já fez todo o trâmite para a compra (vai que ele desiste, né) e eu tava com uma vontade de gritar pro mundo: EU VOU PRA PARIS, mas não, dessa vez eu não ia falar pra ninguém. Eu ia curtir sozinho a minha ansiedade. Na verdade, a única pessoa que eu contei foi a Amanda, nesta mesma hora. Ela voltava do curso, era 23h, estava no metrô e eu super eufórico contando pra ela que iria a Paris.

Ok, a viagem estava comprada, mas e aí? Ainda não tinha certeza se ia. Eu precisava de dinheiro e eu tinha acabado de pedir as contas do serviço. Mas como as coisas acontecem quando tem que acontecer, eu tinha uma série de benefícios pare receber, além do meu freelancer, e com isso consegui pagar todos os gastos da minha viagem e juntar uma grana pra comprar as coisas que sempre sonhei. Eu não sei dizer se os seis (quase sete) meses passaram rápido ou devagar. Meu ano tem sido tão foda, aconteceu tanta coisa, nem tive muito tempo para pensar nisso. A estratégia de não contar pra ninguém me ajudou. Quando eu conto as coisas minha ansiedade aumenta, pois passa a ser assunto em meu Twitter, em conversas e eu fico com aquilo na cabeça. Eu simplesmente tentei esquecer para o tempo passar mais rápido, e passou.

Domingo, 25 de junho. Nosso dia chegou. Acordei cedo, o mais cedo que planejei, uma pena, pois queria dormir até às 13h para o dia passar mais rápido. Próximo as 10h despertei e a hora não passou de jeito algum. Porra, minha vontade era de gritar de tanta ansiedade que eu tava sentindo. Enfim, 17h30 os bests chegaram em casa, faltava uma hora para partirmos. Como estava acompanhado, a adrenalina desceu e eu já fiquei mais calmo. Saímos de casa em direção ao Aeroporto de Guarulhos, praticamente meu vizinho, apenas 9km nos separam. Meu check-in já estava feito desde sexta, então só despachei a mala, jantei com meus pais e embarquei (literalmente) neste sonho.

Após quase 11 horas de viagem, eis que Paris surge na pequena janela do avião. QUE SONHO. Fixei meu olhar e lá do céu consegui ver a icônica Torre Eiffel. Eu não conseguia acreditar, parecia uma miragem, ou um sonho muito louco. Enfim, pousamos, agora a ansiedade era para outra etapa: a imigração. Ficamos uma hora na fila para o agente nos dizer um “Bonjour”, carimbar nossos passaportes, e, muito carismático, em seguida lançou um “Muito obrigado”. SÓ ISSO. Eu passei seis meses ansioso pela imigração, a uma hora que aguardei na fila foi agoniante para ele sequer perguntar meu nome. Tudo bem. Melhor assim. AGORA SIM: cheguei, Paris!

Usar o monotrilho, o metrô e outros transportes parisienses é a realização de um sonho bobo, mas que me alegra muito. Eu desde criança sempre amei metrô e eu já amo ter conhecido o do Rio de Janeiro, conhecer as milhares de linhas e estações de Paris foi um passo muito a mais do que planejei. Mas enfim, tivemos uma segunda muito corrida. Andamos pela cidade inteira neste dia. Louvre, um parque de diversões incrível que tinha ao lado, 
Champs-Élysées, realizei meu sonho de comer Mc Donald's em outro país, fui na Fnac e comprei coisas importadas da Britney, Arco do Triunfo e por fim: vi a La Tour Eifeel pelos jardins do trocadero. Eu acho que até hoje me arrepia a cena só em lembrar. Que coisa linda diante dos meus olhos. É impossível não se emocionar. Comprei uma Fanta e é incrível como o sabor e as cores são diferentes, algo que nunca imaginei. Chegamos de madrugada em casa, cansado, com as pernas assadas de tanto andar, os pés completamente calejados, mas felizes, muito felizes pelo dia maravilhoso que tivemos. 


     (Aeroporto, Monotrilho do Aeroporto, Musée du Louvre, Mc Donald's, Arco do Triunfo e Jardins du Trocadéro)

Antes de dormir, conversamos, tomamos banho, passamos pomadas nos calos e bora descansar por mais ou menos 3 ou 4 horas, afinal, não viajamos pra dormir. Na terça, tomamos café da manhã e decidimos visitar as Catacumbas, coisa que vi em um filme e morri de vontade de conhecer. Ficamos presos em uma fila de umas 2 horas, mas que valeu cada minuto da experiência. Eu não me imagino voltando a Paris e não passar por lá. Sério. É surreal. Em seguida almoçamos em um Bistrô bem próximo e o Alisson foi encontrar com os pais que tinham acabado de chegar, eu e o Fagner fomos andar sozinhos atrás do 'Musée d'Orsay', ambos sem falar inglês e muito menos Francês. Infelizmente a fila do museu estava lotada e não daria tempo para os próximos eventos: visitar Notredame e subir a Torre Eiffel. Pois é, entre os eventos, aconteceu o que a maioria de vocês já sabem: tomamos a senhora multa dentro do metrô por estamos utilizando 'bilhete único' sem identificação. Mas ok, fiquei 35 euros mais pobre? Fiquei. Fiquei sem trazer pelo menos umas 4 canecas por causa disso? Sim. Mas a vida segue e subimos a Torre Eiffel. Que experiência do caralho! Eu tenho tudo em minha mente como se fosse ontem. O frio, o elevador, o anoitecer em Paris diante dos meus olhos a uma altura de 300 metros. Durante a noite ainda andamos a cidade inteira, de ônibus e a pé, comemos mais uma vez no Mc Donald's (desta vez foi um pouco complicado pq a funcionária não falava inglês e o atendimento eletrônico estava desligado), chupei o melhor sorvete de Fast Food da minha vida e mais uma vez chegamos em casa no auge da madrugada.


                         (Metrô, Catacumbas de Paris, Almoço e La Tour Eiffel, de cima a baixo)




A quarta-feira tinha Disney. Eu juro que eu só consegui dormir as poucas horas que dormi porque estava muito cansado, mas a ansiedade por dentro me doía. Até o rápido café da manhã demorou pra passar. Pegamos o trem que nos deixou na entrada do parque. Acredito que essa seja a única coisa que eu lembro com clareza. Daquele momento em diante eu tenho flashs na minha mente. Eu vivi tão intensamente tudo, e foram tantas coisas que eu nem consigo lembrar. Que lugar incrível. Nem tenho tantas fotos pois realmente nem tivemos tempo pra isso, e quando dava o tempo eu tava todo descabelado ou suado e as fotos não ficaram boas. Mas mesmo assim, que dia incrível. Eu morro de saudades. Acho que não tem um só dia que eu não lembre de algo, principalmente com o tanto de coisas que trouxe e estão expostas no meu quarto. Aliás, e que coisas. Acho que Deus fez tudo dão certo pra dar certo que eu pude levar uma boa quantia pra poder trazer quase tudo que eu sonhei. Hoje já nem tenho mais espaço no meu quarto, mas sonho com o retorno e trazer o mesmo número e sacolas ou até mais. Saímos da Disney quase meia-noite, e não contente em ter gastado milhões de euros lá dentro, no lado de fora há uma espécie de City Walk onde havia mais uma grande loja do mundo Disney, obviamente entrei e comprei mais. Chegamos em casa quase 2 da manhã, e quase que não chegamos, pois o metrô estava prestes a fechar. Tínhamos um Burger King em frente ao hotel mas que por um azar aparentemente tinha acabado de fechar, pois os funcionários estavam lá dentro mas as portas já estavam fechadas. Alguns passos adiante avisto um restaurante lindo, resolvemos entrar e fomos surpreendidos com o bom atendimento e o ótimo sabor do jantar. Acho que nunca comi uma lasanha tão saborosa. Ou, era a minha fome mesmo, depois de ter comido um lanche na Disney e quase 10 horas depois não ter tomado nem água. Aquela era a nossa última noite em Paris, passou tão rápido, aquela deprêzinha de fim de viagem já estava batendo, mas a quinta ainda tinha muito pra nós. 

                              (Walt Disney Studios, Disneyland Paris e restaurante Chezaldo)

Obviamente, perdemos o horário, depois de 3 dias dormindo 3 horas e de ter chego 3 da manhã em casa, acordamos mais tarde que o previsto. Arrumamos nossas coisinhas e partiu último rolê da viagem: Parc Asterix. Eu particularmente não tava muito ansioso, achei que seria um rolê mais 'bobinho' (eu não pesquisei nada sobre a Disney e sobre o Asterix antes de viajar, então pra mim tudo foi surpresa), e fui muito surpreendido com a qualidade do parque. Tematização impecável, rides incríveis, montanhas-russas animais. Finalmente fui na minha primeira montanha-russa invertida, um splash gigantesco e uma atração incrível que nem sei explicar tamanha imersão que ela traz. Do Asterix fomos para o aeroporto, o sonho tinha acabado. Mais uma vez comi no Mc Donald's, um lanche que eu estava muito ansioso pra comer (pois tinha visto todo o cardápio ainda aqui no BR), passei no Duty free e comprei perfumes, afinal, não dá pra ir pra Paris e não trazer perfume e foi isso. Na Sexta já estava novamente em São Paulo de volta a minha vida normal. 



                              (Parc Astérix e Aeroporto CDG)

Esse post não é pra me exibir ou qualquer coisa do tipo. É pra dizer que as coisas podem sim acontecer. Eu nunca sonhei com essas coisas pois elas sempre estavam muito distante de realiza-las, mas eu comprovei que sim, que é possível. Agora eu quero voltar, seja em família, seja com amigos, seja com o meu amor. Visitei Paris inteira em 4 dias com meus amigos, eu preciso de gente que tenha este mesmo fôlego de não dormir e pra explorar.

É isso.

Je t'aime, Paris.

Merci.




11 de maio de 2018

Já tô dizendo aos meus amigos: calma que eu não vou pirar, já pirei.

Pois é, eu pirei. E isso é muito surreal pra mim ainda.

Eu tenho 26 anos, e, quem me conhece, sabe que sempre ironizei namoros acreditando que isso nunca ia acontecer pra mim. Eu tive pequenas experiências que não deram certo, os motivos não cabem aqui, mas, depois delas, acreditei que não aconteceriam de novo, e de fato demoraram 8 anos para acontecer novamente. Agora vamos ao ponto onde quero chegar: sim, estou namorando.
Sempre fui uma pessoa que não acredita em destino, ou coisas místicas e o que seja, mas parece que tudo conspirou para que desse certo. No dia certo, na hora certa uma pessoa curte várias fotos minhas no instagram e me segue, pensei: ué? Geralmente eu não sigo de volta, pois o Instagram tem uma cultura de pessoas que fazem isso e depois dão unfollow, então, para não perder meu tempo, geralmente nem sigo. Dessa vez, algo me chamou atenção e eu resolvi seguir. Um minuto depois recebo uma direct: ''Oi, Crush'' (ou algo assim), fiquei: what?. Na mesma hora printei e mandei pro Fagner (ele recebe tudo o que me mandam nas redes) e falei: ele tá me bulinando, nem vou responder. O Fagner deu aquela stalkeada básica e disse: ah, ele é bonito, não tem cara de esquizo e parece ser legal, responde sim. Ok, respondi. Os minutos que sucederam a conversa foram ótimos, parecia que já éramos amigos. Trocamos Whatsapp, ele me mandou uma mensagem: 'Oi, sou eu, Hero, salva meu número aí!'. Pensei: Ata. Eu não costumo salvar números na agenda, meu celular tem apenas 30 contatos que é de quem uso frequentemente e em alguma emergência posso ligar através de comando de voz ou algo do tipo.

Os dias foram passando, a conversa seguindo, e, embora algo me incomodasse muito (eu não sou o tipo de pessoa que se sente a vontade recebendo elogios, e, eu tenho a infeliz ideia de macho alfa onde gosto de 'caçar' ao 'ser caçado'), percebi que tinhamos muito em comum e marcamos o primeiro date depois de duas semanas. Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Quando eu quero, consigo ser a pessoa mais extrovertida do mundo, mas, há também os momentos de timidez extrema, e esse era um dia desses. Marcamos no Shopping West Plaza e em uma feliz coincidência, nos encontramos no Playland (Playcenter sempre presente na minha vida), demos um abraço e começou o famigerado date. Eu só tive um date na minha vida, sempre peguei as pessoas 'aleatóriamente', e eu nem lembro como foi esse date, só sei que no mais recente eu estava completamente incomodado e sem graça. Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Resumindo, assistimos ao filme Pantera Negra, nos créditos finais finalmente nos beijamos (pq não paguei 36 reais pra beijar durante o filme) e as cenas a seguir foram muito mais tranquilas. Já saímos do cinema de mãos dadas e abraçados. Ganhei um presente logo no primeiro dia, uma caixa de Ferrero (que tenho até hoje pois tenho dó de acaba-la), e por mais estranho que eu tenha achado, pensei: nossa, já ganhei presente no primeiro dia, entendi que foi um gesto de carinho, embora tenha achado estranho.

Eu não sou uma pessoa fria, mas posso dizer que tenho os sentimentos contidos, e os dias que se sucederam ao date foram os mais difíceis. O Hero gostou muito, e, embora eu tenha gostado, eu ainda estava no ''ah, tudo bem''. Meus amigos já faziam piadas com vestido de noiva, namoro e eu ainda estava no: 'ah gente, nem vai dar nada'. Eu realmente não acreditava (ou fingia que não) que aquele momento era meu. Os dias se passaram, chegou o 2 date, ganhei outro presente, tudo fluiu muito melhor, deixei a timidez (ou parte dela) em casa e dali por diante eu tive a certeza: estou gostando dele. Do segundo em diante, hoje eu nem consigo mais contar quantas vezes já estivemos juntos, finalmente o apresentei pros meus amigos, todos aprovaram e há mais de dois meses estamos nessa vida.

O mais engraçado, é que ele é quase que ao contrário de tudo o que eu sempre 'busquei', mas ao mesmo tempo ele se encaixa perfeitamente em mim. Pois é, eu dei o braço a torcer e estou muito apaixonado. Esse momento é meu. E por mais que eu já tenha lido indiretas no twitter de 'gente que ta apaixonada e só tem 2 meses', e já teve gente que falou diretamente a mim que não dura 1 ano, sigo sem vergonha de demonstrar meu sentimentos, mesmo que seja recente. Ainda que eu não poste muito, eu tenho sido bem reservado, tanto com o relacionamento e com coisas da minha vida. E também, porque o tempo pode ser muito relativo, para mim que nunca me deixei levar, 2 meses já é um recorde, para outros que possuem namoros com prazo de validade, 2 meses pode ser pouco. Eu prefiro viver um dia de cada vez e deixar que o tempo leve enquanto durar.

É isso.


21 de março de 2018

Aumentou em mim a pressa de ser tudo o que eu queria...


Olá, amigos. Tudo bem? Pois é, quanto tempo não apareço por aqui.

Aliás, eu tenho até vergonha da última vez que apareci por aqui. Foi num momento meio de desespero, estava completamente apaixonado por um guri e 'não podia' gritar pro mundo, então achei no blog uma forma de desabafar ou tentar amenizar o que tava sentindo. Caso alguém esteja curioso, não, não rolou nada, infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), mas tirei algumas lições disso. Pela primeira vez depois de anos tive coragem de 'chegar em alguém', ainda que não tenha sido uma experiência bem sucedida, e parece meio sadomasoquismo, mas foi legal 'sofrer de amor', é uma coisa que eu sempre disse: ninguém morre de amor. Os amores vem, vão, aparecem, desaparecem, nosso trabalho é saber administra-los e não cair na pilha. Sempre achamos que o 'amor novo' é o mais forte, mais intenso, mas muitas das vezes nem é, é mais uma falta de controle e de parametros para avaliar. Hoje eu avalio melhor e vejo que não amei, talvez tenha sido uma vontade louca de beijar, ou até cheguei a gostar, mas amar, sem dúvida não amei. Eu tento não ser coração gelado, mas as vezes tenho medo de nunca conseguir amar alguém. Espero encontrar alguém que me prove o contrário.

Superado o tópico 'Adriano morreu de amores pelo @', preciso dizer que senti muita falta de fazer meu tradicional post de fim de ano e principalmente o de aniversário. O segundo ainda está em tempo, então posso considerar este como o próprio, mas o meu fim de ano até que foi animado e não consegui me concentrar para escrever. Eu tive a oportunidade de ter um ótimo 2017, fiz muita coisa foda, vivi momentos incríveis, aconteceram coisas que nunca imaginei acontecer e isso me dá um gás enorme. É horrível ser uma pessoa hiperativa que estava estagnada por anos. 2018 por enquanto está me trazendo 2 oportunidades de ter um ano diferente, e como sou muito medroso (já comentei isso em muitos posts) quase as deixei passar, mas meus amigos me deram um suporte e o falta de coragem pro não também fizeram acontecer. O mais engraçado, enquanto estava escrevendo isso, uma frase ecoou pelo som do meu notebook: 'e só perde quem não corre atrás, quem não joga o jogo por ter medo de errar'. Parece que não, mas eu me cobro muito, e acho que por me cobrar tanto eu tenho medo de errar, é como se eu não admitisse um erro meu. Em algumas conversas recebi a mensagem: 'você é novo, está na idade de errar', eu discordo muito, eu acho que estou ultrapassadíssimo com 26 anos, hoje me arrependo demais, se eu pudesse, sem dúvidas voltaria aos 16 e começaria tudo novamente, como isso não é possível, tentarei ser uma pessoa mais flexível e aberta aos novos desafios. O que não posso a essa altura do campeonato ficar de braços cruzados esperando as coisas caírem do céu. Se bem, que teóricamente caíram, pois não fui atrás delas, então por que não agarra-lás, né?

Fiz um post rápido pra deixar registrado o início de algumas coisas novas na minha vida, se derem certo ou errado, com certeza eu volto pra contar. Eu queria ter postado mais, ano passado comecei vários posts, principalmente após minha viagem pra Paris, mas não consegui terminá-los, pra escrever eu preciso me concentrar e isso é bem difícil, mas tentarei exercer melhor este lado em 2018.

Muito obrigado aos que não desistem de mim nunca, aos que chegaram agora e aos que ainda chegarão. Vocês são importantes pra mim.

Um beijo.

9 de agosto de 2017

O tempo veio e levou você, mas a sua camiseta eu não vou devolver.



Posso começar o post com um palavrão?
Caralho!

Eu odeio me sentir insuficiente, eu gostaria de saber o que falta em mim para eu ser suficiente a pessoa x, para a pessoa y. Não que isso seja minha meta de vida: agradar pessoas. Nunca foi. Ou até é, mas em um nível moderado. Tá bom, vai, é bastante. (Aqueles que não se decidem).

Eu amo agradar as pessoas. Eu amo fazer os outros felizes com naturalidade, sem forçar a barra, sem invadir o espaço. Eu me sinto tão bem perto de algumas pessoas, acho que há uma troca de energia maravilhosa. Recentemente eu tive um dia assim, onde tive cercado de pessoas maravilhosas. É, foi tudo ótimo, tirando um detalhe, e esse detalhe me tira do sério há muito tempo, e eu me sinto um bosta por deixar que um detalhe tão pequeno influencie tanto nos meus pensamentos. Engraçado que às vezes eu me sinto com 15 anos quando converso com meus amigos sobre este detalhe.

Eu não sou uma pessoa do perfil batalhador, eu espero muito as coisas caírem no meu colo, mas em matéria de amor, eu sempre tenho que me apaixonar ou simplesmente me interessar por quem não da a mínima pra mim. Eu acho que eu tenho um perfil conquistador mas sem a parte da conquista. Eu me interesso por pessoas que eu tenho que fazer o “joguinho” da sedução, daqueles de mandar Tweet, de curtir foto, de dar amei. Aliás, quando foi que a sociedade inventou o joguinho? Puta coisa chata. As pessoas diretas são muito mais práticas. Sempre que posso sou direto. Já cheguei algumas vezes a chegar e dizer: hey, quero ficar com você. Às vezes tenho sucesso, às vezes não. Às vezes sequer sou respondido. Mas quem nunca levou um fora, não é? Mas de certa forma eu entendo. Eu sei que não sou a pessoa mais bonita do mundo, mas quando há alguma pessoa interessada em mim e ela já chega entregando tudo eu me esquivo, dificilmente me interesso. Isso é um erro meu que preciso trabalhar muito. Meus amigos sempre brigam comigo, que às vezes tem um monte de @ querendo me conhecer e eu aqui na minha, ou e eu aqui querendo quem dá a mínima pra mim.

Nesse final de semana um amigo me disse que não me vê namorando, não me imagina andando de mãos dadas por aí e fazendo juras de amor. Eu disse que esse que é o problema: ninguém me vê namorando e é por isso que eu não namoro com ninguém. Na hora demos risada mas às vezes eu me pergunto de verdade se há algum problema comigo. Já falei inúmeras vezes que eu não saio por aí procurando namorado como se fosse a única coisa que me falta no mundo, mas é inegável que às vezes me sinto um ET por ser um dos únicos amigos que não namora, aliás faz anos que não faço isso. Qual será o meu problema, se é que eu tenho um? Eu não acredito em hora certa, não acredito que eu vou andar na rua, alguém vai se oferecer para amarrar meu sapato e eu vou começar a namorar. Não sei se faz tanto sentido para vocês, mas às vezes os pensamentos tão borbulhando na minha cabeça e eu preciso colocá-los pra fora.

Enfim, esse post não tem nada de importante, eu só queria deixar registrado o quanto me sinto trouxa POR NÃO CONSEGUIR TIRAR A PORRA DO SEU SORRISO DA MINHA CABEÇA e finalmente depois de dias eu me sinto um pouco melhor.

Beijo!

23 de junho de 2017

''Abro as asas e preparo a alma pra respirar...''

Oi amigos, tudo bem?

Então, aqui tá tudo médio. Eu pensei que junho seria um mês incrível, já que desde o começo do mês passado eu tava cheio de compromisso, mas infelizmente nem só de rolês se vive a vida, mesmo que sejam muitos. 

Esse mês tive muita crise de ansiedade, muito estresse, tive uns pensamentos pesados, mas com o tempo a coisa passa. Eu sei que passa, embora eu seja impaciente, ansioso e afins, uma hora as coisas melhoram. Acredito muito em duas frases: “quando a noite está mais escura, é porque já vai sair o sol”, e, “se ainda não deu certo é porque não chegou no final” (ou algo assim). Minha rede social favorita sempre foi o Twitter (ok, por alguns tempos eu fiquei empatado como snap, mas como ele morreu, o Twitter voltou a liderança), e isso é muito bom pra eu desabafar quando eu tô estressado, pois não gosto de ficar chamando as pessoas pra contar dos meus problemas, não me sinto à vontade e não gosto de incomodar. Algumas vezes eu não falo o motivo da revolta, mas só de poder expressar a minha raiva parece que alivia, é igual quando a gente bate o dedo na quina e parece que a dor só passa depois que a gente grita um “caralho” bem alto. Aliás, há um certo tempo atrás, caralho tava no ranking de palavras que eu mais postava no Twitter. Amém caralho! 

Mas voltando ao assunto do post, semana passada tive uma semana de cão, em um dia acho que bati o recorde do estresse dos meus 25 anos de vida, se juntar a semana eu não sei nem como somatizar tudo isso. Eu sei que tem gente que vai se perguntar “nossa, com o que você se estressa tanto?”, ou vai pensar que estou exagerando, eu sei, eu também pensaria, mas nem tudo é tão fácil e legal como parece. Em poucos dias eu vi a oportunidade da minha vida aparecer, eu tentei agarrar mas infelizmente não tive êxito. Fiquei triste. É chato quando não conseguimos algo e não sabemos onde erramos para ao menos consertarmos. No mesmo dia meu HD externo resolveu se atirar ao chão e se foi, com vários arquivos irrecuperáveis dentro. Fora outros acontecimentos que vocês não são obrigados a saberem das minhas frustrações e momentos de bad.

Onde quero chegar com isso? Que meus dias de calmaria estão chegando. Domingo embarco pra Paris com os melhores amigos (dois dos, né) em busca de muita diversão, muito amor e vontade de viver coisas novas. Muita gente vai se perguntar “como assim, dihzao?”, “como você não contou antes?”, pois é, amigos. Há um certo tempo eu decidi guardar mais as coisas pra mim. Eu sempre tive o hábito de contar tudo da minha vida, e eu não sei até que ponto isso é bom, pois infelizmente não estamos cercados apenas de pessoas boas, tem muita gente que nos deseja o mal, ou que deseja ter o que com muito suor conquistamos com seus respectivos traseiros sentados em frente a um computador. Claro que isso não vale pros meus amigos mais próximos, que a essa altura do campeonato devem estar fudidos de raiva como pude esconder isso por tanto tempo, mas enfim, queria curtir minha ansiedade sozinho, aliás, sozinho não, nós três, todos os dias fazendo contagem regressiva para que o grande dia chegasse. E chegou. Mas não esperem muita coisa, será uma viagem rápida, quando foi planejada eu tinha outros pensamentos para o mês de junho, que infelizmente não aconteceu, mas o momento é de felicidade. Se alguém se perguntou “é por isso que você vive falando que não tem um real?” A resposta é: não. Eu não tenho um real porque mais uma vez não me controlei e gastei mais do que podia, mas é só uma questão de tempo e em breve estamos na pista pra negócio. Ah, nem preciso falar que a cota de presentes já foi preenchida pelos meus pais, então não esperem nada que é pra não ficarem decepcionados (se soou grosseiro, leia novamente em tom humorístico, juro que vai dar outra cara). 

Enfim, como depois da chuva vem o sol, o meu sol chegou e eu tô sem protetor que é pra queimar bem! Espero que quem realmente está do meu lado fique feliz por mim, eu prometo que vou pensar em vocês em todos os momentos, e espero conseguir fazer muito vídeo pro canal. 

Um beijo, amo vocês. <3


20 de junho de 2017

Quer que eu faça um café?


O café. Já ouvi dizer que ninguém nasce gostando de café, que a gente aprende a tomar quando vira gente grande, ou, que quando a gente passa a gostar de café é um sinal de amadurecimento, não sei por qual motivo, as 02:37 eu parei pra pensar nisso enquanto tento pegar sono. Me deu um estalo e eu percebi que essas ideias podem ser reais. Eu não gostava de café, aliás, eu odiava. Por diversas vezes eu tentei tomar e não consegui, hoje em dia eu adoro. Quando trabalhava tomava todos os dias, às vezes o dia inteiro, um copinho a cada intervalo de tempo de acordo com a necessidade do dia. Onde quero chegar que isso? Que talvez a afirmação do amadurecimento esteja correta.

Não quero pagar de “ah, como eu sou maduro”, até porque estou um pouco longe disso, mas, parei pra pensar que do tempo que passei a gostar de café, aproximadamente 3 anos, muita coisa mudou na minha vida, e sim, eu sinto que amadureci, ou, usando o outro exemplo, virei gente grande. Eu sou a mesma pessoa de sempre, o mesmo menino que adora parques de diversões e ainda é fã da Xuxa aos 25, mas eu sinto que por dentro muita coisa mudou. Coisas perceptíveis aos mais próximos. Tenho um aplicativo onde vejo tudo o que postei nas redes sociais nos últimos 7 anos, é praticamente todos os dias tenho uma prova de como eu nunca mudei, eu só não estou igual.

Há três anos atras eu tinha muita insegurança, eu ainda não tinha certeza do que queria pra vida, hoje eu ainda não tenho uma certeza absoluta (aliás, é difícil ter), mas eu diria que estou meio caminho andado. Eu não tinha certeza se as minhas amizades, se as pessoas mais próximas de mim, estariam comigo depois de tanto tempo, principalmente porque os mais próximos estavam longe de São Paulo. Três anos depois eu vejo que nunca mudou nada, aliás, só fortaleceu. Alguns voltaram, outros também foram pra longe, mas sempre estamos unidos. Se eu puder escolher, tenho certeza que não mudaria nada no que tenho hoje neste quesito, as pessoas que hoje são próximas a mim são maravilhosas, e o grande defeito delas é não terem defeitos (Roxanne vibes).

Voltando ao ponto inicial do nosso assunto, o café, também podemos igualar situações da vida aos tipos de café (não encontrei palavra melhor). Temos os dias azedos, os doces, os frios, os quentes (não me refiro a metereologia, que aliás, por mim poderia ser sempre fria), e esses dias nos ensinam o rumo que devemos tomar em nossas vidas. Há três meses eu dei um grande passo na minha vida, me demiti de uma empresa que por anos me fez muito bem, fez parte e foi a grande responsável pelo meu amadurecimento. Devo muita coisa a ela. Eu entrei sendo um menino bobo e totalmente desestruturado,  saí no auge do stress mas com uma ótima bagagem de experiência e maturidade.
Embora as controvérsias, não desejo o mal a ninguém dali, uma que acredito que quando se deseja o mal, você se cerca de mas energias que voltam pra você, e, porque por anos eu fui feliz naquele lugar e com aquelas pessoas, desejar que tudo aquilo se acabe, por mais que alguns infelizmente mereçam, desejar o mal nunca é a melhor opção. Hoje trabalho em casa, aliás, sempre me via trabalhando de casa, acho um avanço incrível que a “era digital” nos trouxe. Sei que não vou me sustentar pra sempre, e, que preciso crescer, por isso também busco oportunidades presenciais. Pra quem me conhece ou já leu por aqui, sabe que eu odeio rotina, não me imagino trabalhando em escritório pro resto da vida, mas infelizmente perdi o tempo da minha vida no Playcenter ao invés de descobrir isso aos 16 anos quando ainda dava tempo de mudar e decidir o que quero. Aos 25 preciso dançar conforme a música, e, ir no caminho mais convencional ao dinheiro: trabalhando 5 dias por semana em horário comercial, batendo ponto e levando marmita. Se o amadurecimento que eu digo ter tivesse vindo a esta época, com certeza as coisas hoje seriam muito diferentes. Eu sempre disse que queria ter a oportunidade de voltar a faixa dos 16, 18 anos, não mudaria muita coisa, mas direcionaria melhor a área acadêmica e a profissional, que por muitos anos foram empurradas com a barriga.

A convivência é tão natural que eu sei que muitos amigos lerão esse post e vão pensar: “ah, que mentira, ele não mudou nada”, é como quando uma pessoa que vemos todos os dias faz dieta, faz parte da nossa rotina tão naturalmente que não percebemos, mas quando encontramos qualquer um que não vemos há um tempo e que tenha feito a mesma dieta, de cara percebemos as mudanças, é assim que talvez algumas pessoas me percebam. Hoje converso com algumas pessoas que no passado já briguei por besteira, ou que simplesmente não gostava delas por motivos banais, acredito que isso faça parte do amadurecimento.

Bom, já passa das 3:00, amanhã tenho compromissos, por isso preciso dormir. Queria falar muito mais, outras coisas que sinto, abordar outros assuntos, mas o post ficaria muito grande, prometo que volto em breve e concluo meu pensamento. E não se preocupem, o dihzao crianção ainda mora aqui dentro e vai continuar fazendo as piadas sem graça e usando memes para se expressar. Por ora é isso, é, para encerrar, vamos tomar um café? Só marcar que eu vou. ;)